Um ano de pandemia já passou: o que mudou para a computação em nuvem?

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A aplicação que facilita o trabalho remoto, o streaming que garantiu maior diversão em meio ao isolamento social e as soluções digitais que possibilitam a compra e o pagamento dos mais variados itens pela internet: em comum entre eles está a presença da computação em nuvem. Sem essa tecnologia, grande parte dos sistemas que buscaram amenizar as restrições impostas pela pandemia de covid-19 não existiria.

Com mais de um ano da presença do novo coronavírus em todo o mundo, a adoção dessas ferramentas deixou de ser um diferencial estratégico entre as organizações e passou a ser uma questão de sobrevivência no ambiente corporativo. As ferramentas em cloud computing, portanto, tiveram crescimento acelerado nos últimos 12 meses.

Dados sobre o investimento em nuvem pública mostram esse cenário de transformação que a tecnologia está passando. Segundo levantamento do Gartner, os gastos em 2020 cresceram 6,3%, passando de US$ 242,7 bilhões a US$ 257,9 bilhões – em 2021, a expectativa é crescer mais 18%, ultrapassando a marca de US$ 304,9 bilhões ainda como reflexo da aceleração digital promovida pela pandemia. Ao todo, sete em cada dez organizações que aderiram às soluções em cloud nesse período devem, inclusive, ampliar seus investimentos como resposta às demandas que surgiram com o novo coronavírus.

É preciso reconhecer que as soluções em cloud não são novidades no mundo da tecnologia. Há mais de uma década elas estão espalhadas por aí no ambiente corporativo, oferecendo eficiência e segurança aos processos digitais num custo-benefício melhor. Pode não ser novidade, mas tornou-se fundamental no cenário pandêmico. O que mudou nesse último ano foi justamente o papel que essas tecnologias exercem dentro das organizações. Eram poucas as que realmente apostavam na transformação digital e buscavam automatizar seus procedimentos com o apoio da nuvem. Agora, encontrar sistemas que digitalizam o que antes era feito presencialmente é item prioritário na estratégia de qualquer corporação.

A aposta no cloud criou as condições necessárias para que os 12 meses de pandemia proporcionassem a combinação ideal que a busca por inovação exige: intenso trabalho de pesquisa e desenvolvimento com ampliação em massa da demanda. É comum encontrar startups que oferecem softwares e sistemas que resolvem problemas cada vez mais específicos e com um preço vantajoso tanto para as grandes corporações quanto para os pequenos e médios negócios. Em suma: não importa o segmento de atuação ou o porte da empresa, com a computação em nuvem é possível ter infraestrutura tecnológica confiável, robusta e altamente eficiente, entregando as melhores condições a seus colaboradores, parceiros e clientes.

Dessa forma, o ambiente corporativo finalmente deu um passo importante na adoção do conceito de Everything as a Service (“tudo como serviço”, em tradução livre). É um cenário em que a nuvem passa a ser o principal ambiente de negócio para as empresas. Não por acaso, siglas como SaaS (software como serviço), PaaS (plataforma como serviço) e IaaS (infraestrutura como serviço) já são conhecidas pelos gestores de TI e lideranças profissionais. São soluções que, separadas, integram a rotina de diferentes equipes e departamentos. A pandemia de covid-19 mostrou que, a partir de agora, esses sistemas precisam estar, cada vez mais, conectados e unidos em um mesmo objetivo – para que tudo seja transformado em serviço pela computação em nuvem.

Mesmo com tanto tempo presente nas rotinas empresariais, as soluções em cloud ainda são vistas com desconfiança por parte dos profissionais e gestores. Entretanto, com mais de um ano de dependência ainda maior desses sistemas para manter a produtividade em alta com as restrições impostas pelo isolamento social por conta da covid-19, é ainda menos justificado o espaço para aquele medo paralisante que impede a inovação e crescimento do negócio, principalmente quando a equipe conta com a devida capacitação e apoio. É atualizar para evoluir na carreira ou correr o risco de ser ultrapassado pela concorrência. A nuvem é um excelente caminho para isso.

 

Sobre
Marcos Farias é CEO e sócio-fundador da Arki1, empresa especializada em treinamentos oficiais de Google Cloud, certificada pela gigante do Vale do Silício, que em abril de 2020 a escolheu como Google Cloud Authorized Training Partner of the Year 2019 na América Latina